quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ALUNOS COM VENCIMENTO NO PRÓXIMO SÁBADO – 29/08/15 (no caso da turma Atalaia, o pagamento deve ser efetuado dia 28/08, sexta)


Alguinder Cipriani Couto
Amanda Caroline Batista da Costa
Ana Maria de Paula Santos*
Camila Barbosa Delmão
Erika Salinas dos Santos
Fabiana de Oliveira Mari*
Gabriel Borges Perez*
Heytor Tateira de Arruda*
Izabella Norma Teles Modesto*
João Gabriel Cassiano Itacaramby*
João Pedro Pereira Roque*
Kauany Karen dos Santos Pedroza*
Laura Carollynne Campos de Arruda*
Lethicia Rafaelly Fernandes de Oliveira
Lucas de Souza Ananias
Ludmila de Arruda Amorim
Luis Henrique Magalhães da Silva
Milena Cristine Gonzaga da Silva
Myllene Christine Robeiro Santiago
Pedro Lucas Arruda de Oliveira
Ranieri Borges Sanches
Rariele Barbosa
Tamiris Cristina Oliveira
Victor Caprio*


COLOCAÇÃO FINAL DO II SIMULADÃO 2015 DO CURSO PREPARATÓRIO DO PROF. CÁSSIO – CURSO 05



COLOCAÇÃO FINAL DO II SIMULADÃO 2015 DO CURSO PREPARATÓRIO DO PROF. CÁSSIO – CURSO 04




COLOCAÇÃO FINAL DO II SIMULADÃO 2015 DO CURSO PREPARATÓRIO DO PROF. CÁSSIO – CURSO 03



COLOCAÇÃO FINAL DO II SIMULADÃO 2015 DO CURSO PREPARATÓRIO DO PROF. CÁSSIO – CURSO 02



COLOCAÇÃO FINAL DO II SIMULADÃO 2015 DO CURSO PREPARATÓRIO DO PROF. CÁSSIO – CURSO 01



terça-feira, 25 de agosto de 2015

GABARITO DO II SIMULADÃO 2015


TAREFA DE MATEMÁTICA PARA 29/08/15 – VALE 5,0%



01) Calcule a inequação abaixo em N e marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
17b – 7b > b + 18

a) S = { b ϵ N │b > 18/11 }
b) S = { b ϵ N │b < 2 }
c) S = { b ϵ R │b > 2 }
d) S = { b ϵ R │b < 2 }
e) S = { b ϵ N │b > 2 }

02) Calcule a inequação abaixo em R e marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
( 4x + 6) – 2x = (x – 6) + 10 +14

a) S = { b ϵ N │b > 8 }
b) S = { b ϵ N │b < 12 }
c) S = { b ϵ R │b > 12 }
d) S = { b ϵ R │b < 0 }
e) nra

03) Calcule a inequação abaixo em Q e marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
(y - 3)/4 - (2y - 1) / 5 = 5

a) S = { x ϵ Q │b > 37 }
b) S = { x ϵ N │x < 2 }
c) S = { x ϵ R │y > 37 }
d) S = { y ϵ Q │y < 0 }
e) nra

04) Um entregador cobra R$ 30,00 por dia de trabalho mais R$ 1,25 por entrega realizada. Quanto ganhará este entregador se, em um dia, fazer 75 entregas?
a) R$ 55,75
b) R$ 123,75
c) R$ 250,00
d) R$ 275,50
e) nra

05) Considerando os valore de A e B abaixo, calcule  A – B :






06) Foi perguntado a um total de 100 pessoas em uma cidade se frequentavam cinema e se frequentavam teatro. A tabela abaixo resume o resultado desta pesquisa.


Se os dados dessa pesquisa forem transportados para o gráfico abaixo, a coluna pintada de laranja (menor coluna) deve representar o número de pessoas que:


a) frequentam teatro e não frequentam cinema.
b) frequentam cinema e não frequentam teatro.
c) frequentam cinema e teatro.
d) não frequentam nem cinema nem teatro.
e) nra

07) Observe esta noticia do site G1.com:
Preço do álcool sobe R$ 0,30 em Cuiabá em uma semana
Abastecer com álcool ficou R$ 0,30 mais caro desde a última semana. De uma semana para outra, o preço do litro do etanol aumentou em Cuiabá. O aumento não tem agradado aos motoristas. Tem motorista que até faz pesquisa em busca de preços menores, mas não tem jeito. O que não falta nos postos de combustíveis da capital é reclamação.”


Em certo posto de gasolina em Cuiabá, Júlio abasteceu hoje e pagou R$ 20,02. Se na semana passada, Júlio abasteceu a mesma quantidade e pagou R$ 18,92, quantos litros de combustível Júlio colocou hoje em seu carro?
a) 9 litros
b) 10 litros
c) 11 litros
d) 12 litros
e) 14 litros

TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 29/08/15 – VALE 5,0%




BOI DE GUIA
Cora Coralina

O menino tinha nascido e se criado em Ituverava, da banda de Minas. O pai era um carreiro de confiança, muito procurado para serviços e colheitas. Tinha seu carro antigo, de boa mesa rejuntada, fueirama firme, esteirado de couro cru, roda maciça de cabiúna ferrada, bem provido o berrante de azeite e com seu eixo de cocão cantador que a gente ouvia com distância de légua. Desses que antigamente alegravam o sertão e que os moradores, ouvindo o rechinado, davam logo a pinta do carreiro.
O pai tinha o carro e tinha as juntas redobradas em parelhas certas, caprichadas, bois arados, retacos, manteúdos, de grandes aspas e pelagem limpa. Era só que possuía. O canto empastado onde morava, família grande, meninada se formando e sua ferramenta de trabalho - os bois de carro.
Trabalhava para os fazendeiros de roda, principalmente na colheita de café e mantimentos, meses a fio, enchendo tulhas e paióis vazios. Quando acabava o café, era a cana, do canavial para os engenhos, onde as tachas ferviam noite e dia e purgavam as grandes formas de açúcar, cobertas de barro.
O candeeiro era ele, pirralho franzino, esmirrado, de cinco anos.
Os pais antigos eram duros e criavam os filhos na lei da disciplina. Na roça, criança não tinha infância. Firmava-se nas pernas, entendia algum mandado, já tinha servicinho esperando.
Aos quatro anos montava em pêlo, cabresteava potranquinha, trazia bezerro do pasto, levava leite na cidade e entregava na freguesia.
Era botado em riba do selote, não alcançava estribo. Se descesse, não subia mais. Punha o litro nas janelas.
O cavalo em que montava era velho, arrasado manso e sabido. Subia nas calçadas, encostava nos alpendres, conhecia as ruas, desviava-se das buzinas e parava certo nos fregueses.
         Quando de volta, recolhendo a garrafa vazia, gritava desesperadamente:
- Garrafa do leite...garrafa vaziiia!...
Um da casa, atordoado com a gritaria, se apressava logo a entregar o litro requerido.
Ajudava o pai. Desde que nasceu, contava ele. Nunca se lembra de ter vadiado como os meninos de agora. Quando começou a entender o pai, a mãe, os irmãos, o cachorro e o mundo do terreiro, já foi fazendo servicinho. Catava lenha fina, garrancheira para o fogão, caçava pela saroba os ninhos das botadeiras, ia atrás dos peruzinhos e já quebrava xerém às chocas de pinto. Do pasto trazia os bois de serviço. Seu gosto era vir pendurado no chifre do guia barroso - tão grande, Tão forte, tão manso - sempre remoendo seus bolos de capim, nem percebia, também não se importava, não dava mostras.
Acostumou-se com os bois e os bois com ele. Sabia o nome de todos e os particulares de cada um. Chamava pra mangueira. O pai erguia os braços possantes e passava as grande cangas lustrosas; encorreiava os canzis debaixo das barbelas, enganchava o cambão, encostava o coice, prendia a cambota. Passava mão na vara, chamava. As argolinhas retiniam e o carro com sua boiada arrancavam o caminho das roças.
Com cinco anos, era mestre-de-guia, com sua varinha argolada.
Às vezes, o serviço era dentro de roças novas, de primeira derrubada, cheia e tocos, tranqueirada de paulama, mal-encoivaradas, ainda mais com seus muitos buracos de tatu.
O carreador, mal-amanhado, só dava o tantinho das rodas. Os bois que agüentassem o repuxado, e o menino, esse, ninguém reparava nele. Aí era que o carro vinha de caculo. A colheita no meio da roça. Chuvas se encordoando de norte a sul ameaçando o ar do tempo mudado e o fazendeiro arrochando pressa.
A boiada tinha de romper a pulso. O aguilheiro na frente, pequeno, descalço, seu chapeuzinho de palha, seu porte franzino, dando o que tinha.
Sentia nas costas o bafo quente do guia. Sentia no pano da camisa a baba grossa do boi. O pai atrás, gritando os nomes, sacudindo o ferrão. A boiada, briosa e traquejada, não queria ferrão no couro, a criança atrapalhava. Aí, o guia barroso dava um meneio de cabeça, baixava a aspa possante e passava a criança pra um lado.
O menino tornava à frente. Outra vez a baba do boi na camisa, o grito do carreiro afobado, o tinido das argolinhas e a grande aspa passando a criança pra um lado.
O pai gritou frenisado:
- Quem já viu aguiero chamá boi de banda...Passa pra frente porquera...
- Nhô pai, é o boi que me arreda...
- Passa pra frente, covarde. Deixa de invenção, inzoneiro...
O menino enfrentou de novo. O homem sacudiu a vara e pondo reparo. A argola retiniu, as juntas arrancaram. O barroso alcançou a criança. Ia pisar, ia esmagar com sua pata enorme e pesada.
Não pisou, não esmagou. Virou o guampaço num jeito e passou a criança pra um lado sem magoar. Aí o velho carreiro viu...viu o boi pela primeira vez...
Sentiu uma gastura e pela primeira vez uma coisa nova inchando seu coração no peito e a limpou uma turvação da vista na manga da camisa.


01) Sobre o trabalho e as ferramentas do mesmo, o texto não demonstra que:
a) O narrador utiliza os primeiros parágrafos do texto quase exclusivamente para descrever o carro de bois.
b) O carro de bois é importante para a história porque é a ferramenta de trabalho do pai do menino.
c) Em “Na roça, criança não tinha infância.” Verifica-se que as crianças tinha pouca liberdade, obedeciam cegamente os pais e tinham de ajudar no trabalho.
d) Em “...já tinha servicinho esperando.” Verifica-se uma triste ironia na colocação do termo, visto que, os serviços não eram nem um pouco leves, como faz entender o diminutivo da palavra.
e) nra

02) Sobre a rotina do menino ao entregar o leite, podemos afirmar que:
a) O menino tinha de ser colocado em cima da sela do cavalo, por que não conseguia montar sozinho.
b) o cavalo ia parando nas calçadas e o litro de leite era colocado nas portas.
c) quando voltava, o menino recolhia os vidros vazios de leite e recebia o dinheiro das mãos de cada cidadão.
d) no fim do mesmo, o garoto relacionava todas as residências que deveria passar na entrega do leite, pois sem isso, esquecia.
e) nra

03) Quando se cavalga, o condutor é o cavaleiro. Para o texto, esta afirmativa não é válida, pois quem conduz é o cavalo. Dentre várias façanhas do cavalo para isso ser verdade, não se destaca no texto:
a) o fato de o cavalo conhecer o trajeto
b) o fato de o cavalo parar nas calçadas
c) o fato de o cavalo desviar das buzinas
d) o fato de o cavalo trotar devagar
e) o fato de o cavalo saber onde ficam as casas dos fregueses

04) Ainda sobre o texto, podemos afirmar que:
a) Esse serviço, nas roças novas, era fácil para o menino.
b) Na fala “- Quem já viu aguiero chamá boi de banda...” entende-se que, sendo arquilheiro, o menino deveria tomar a dianteira dos bois. No entanto como era muito pequeno, o calo o suspendia e colocava-o de lado.
c) “..., a criança atrapalhava.” Pois o menino era mais lento que os bois.
d) Em “- Nhô pai, é o boi que me arreda...”, verifica-se na fala seguinte que o pai acreditou em seu filho.
e) nra

05) A única alternativa que apresenta Verbo de Ligação é:
a) ...levava leite na cidade e entregava na freguesia.
b) Os pais antigos eram duros...
c) Na roça, criança não tinha infância.
d) Firmava-se nas pernas, entendia algum mandado,...
e) Aos quatro anos montava em pêlo,...

06) Em relação à transitividade, a classificação correta do verbo em destaque se encontra no final da alternativa:
a) O canto empastado onde morava, família grande, ...(intransitivo)
b) Trabalhava para os fazendeiros de roda, (intransitivo)
c)  ... as tachas ferviam noite e dia e purgavam as grandes formas de açúcar, cobertas de barro. (intransitivo)
d) O candeeiro era ele, pirralho franzino, esmirrado, de cinco anos. (transitivo)
e) ... criavam os filhos na lei da disciplina. Na roça, criança não tinha infância. (intransitivo)

07) Ainda em relação à transitividade, a classificação correta do verbo em destaque se encontra na alternativa:
a) O carreador, mal-amanhado, só dava o tantinho das rodas. (VTD)
b) A boiada tinha de romper a pulso. (VTDI)
c) O aguilheiro na frente, pequeno, descalço, seu chapeuzinho de palha, seu porte franzino, dando o que tinha. (VTI)
d) Sentia nas costas o bafo quente do guia. (VI)
e) O homem sacudiu a vara e pondo reparo. (VTI)